Produtividade importa? Até quando?

Um acadêmico hoje é reconhecido por diversos aspectos, prêmios por exemplo (chegando ao limite o Prêmio Nobel que lhe é conferido); mas principalmente o volume de suas publicações em detrimento de sua qualidade.
Pesquisador X produziu 15 artigos no biênio, enquanto pesquisador Y só produziu 7. Isso é problema? A questão que parece estar por detrás é que queremos pesquisadores e acadêmicos extremamente produtivos, e que ele seja em seu tempo de vida, alguém que contribua muito para o desenvolvimento do conhecimento e das ciências do ser humano.
No entanto, ao observar historicamente, os grandes acadêmicos e aqueles que, com uma obra ou outra provocaram mini revoluções em suas áreas de conhecimento, estendendo-se até mesmo a outras; Não foram autores que tinham um alto nível de produtividade, e é irrevogável a qualidade e a contribuição de suas produções.
O Adam Smith, tido hoje como Pai da Economia, escreveu sua primeira obra “A Teoria dos Sentimentos Morais” em 1759; vindo somente a escrever a sua segunda e última em 1776, “A Riqueza das Nações”. Em vida, estas foram suas dua únicas obras, tendo lhe sido conferido outros pequenos textos, de menor peso, mas ainda assim importantes em outras áreas do conhecimento, em especial sua lecture em Jurisprudência.
O papel de Adam Smith é inegável, e também o é que o método que vêm sendo utilizado par a avaliação de Acadêmicos pelo mundo inteiro, embora de boas intenções, não reflete de fato a qualidade de seu trabalho.

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