Tráfego…pura questão de oferta e demanda..

Bom dia, caros leitores.

Hoje, escrevo a vocês de Belém do Pará. Descontando a longa história que me fez parar aqui nesta manhã de quinta-feira, vou falar de tráfego. Mais precisamente, vou falar de engarrafamento.

Belém não é uma cidade pequena. É a capital do Pará, e tem 1.437.600 habitantes, e é a décima maior do país. No entanto, quando comparamos com onde eu atualmente moro, São Paulo capital, faz uma pequena diferença. Eu cheguei de viagem, aeroporto pequeno, mas bem moderno. Imaginei pegar um caminho tranquilo e sem impedimentos até meu local de destino. Para minha surpresa, a história foi outra. Um engarrafamento de 40 minutos para pouco mais de 5km. Os carros não distoavam muito daqueles que temos em qualquer outra grande capital, veículos novos, alguns nacionais, outros importados. Eventualmente se vi um bem mais velho, mas seria audácia minha dizer que não encontramos velharias rodando em qualquer outro lugar.  O que mais me impressionou foram as ruas. Estava diante de uma das maiores avenidas da capital, e uma só pista, relativamente estreita.

A venda de automóveis é parte fundamental para o desenvolvimento de um local. Não pelo automóvel em si, mas o giro que proporciona à economia e integração com demais setores. Balém é uma cidade em expansão, e a quantidade de automóveis não é incompatível com a quantidade de pessoas, ou renda per capita. As ruas e estradas são incompatíveis com uma cidade em ascensão. Estamos falando de pura oferta e demanda de metros quadrados transitáveis. Não seria o momento de incentivar o transporte público em detrimento de veículos próprios na cidade, mas sim investimento em infra-estrutura.

O problema do trânsito não tem uma resposta única, adaptável a qualquer situação. A análise mais profunda do cerne do problema é muito mais relevante do que posições normativas e idealistas por aí.

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