Etapas…

Uma das etapas para alcançar meu mais novo objetivo era fazer o GRE, e conseguir principalmente uma boa qualificação na parte quantitativa. A parte mais interessante de quando você engaja em processos seletivos em outros países, é perceber quão diferentes são os enfoques em cada uma destes sistemas de ensino. Quando você é criado em um país, aquela é a única verdade que você conhece, aquele é o único modelo, a única forma de se fazer as coisas.

Aqui no Brasil, para se fazer um mestrado em economia, você precisa ter um Bacharel em Economia (algumas outras áreas são aceitas, mas dentro do mesmo campo) e você precisa fazer a prova da ANPEC. É uma prova muito difícil, eu experimentei alguns dos simulados desta durante minha graduação, e sempre foi algo que me deixava ansiosa. O modelo é bem similar aos concursos públicos, aos vestibulares. O Brasil tem essa raiz de concurso para testar competências, ver quem tira a maior nota, quem pode assumir os cargos, prosseguir com os estudos.

Para os Estados Unidos, e maior parte dos “Graduate Studies” ao redor do mundo, você não é testado sobre seu conhecimento em determinado assunto, mas sim em sua habilidade cognitiva, ou pelo menos essa era a idéia. Para quase todos os Mestrados e Doutorados, em quase todos os campos – tirando alguns mais específicos, tipo medicina e direito – você terá de fazer um GRE – Graduation Record Exam. Este teste tem três partes, Verbal Reasoning, Quantitative Reasoning e uma Redação. A parte quantitativa, você não precisará de derivada, de integral, de La Grange, Hamiltoniano, nem nenhum daqueles métodos chiques e sofisticados de cálculo que aprendemos nos cursos de cálculo na universidade. Você é testado em matemática básica, e às vezes é frustrante descobrir o quanto matemática básica pode ser complexa. Querem saber se você sabe pensar. A parte verbal tem uma boa parte de significado de palavras e outra de interpretação de texto. Não seria tão complexo, se as palavras não fossem de outro mundo. São palavras que você nunca viu na vida, então vale a pena sentar na cadeira e focar em memorizar algumas palavras. Um aplicativo que eu achei bem útil neste processo, para Android, não sei se tem para OS, se chama Painless GRE. Para estudar para o GRE em geral, eu usei um pacote de e-learning da Kaplan. Para quem funciona bem como auto-didata essa é uma boa estratégia. Para quem tem mais dificuldade, eles tem um curso presencial. Vale a pena conferir.

Isso me fez refletir sobre o que é que temos tentado averiguar com estes nossos métodos de avaliação…é quantidade de informações, ou é capacidade de raciocínio. Eu acredito que o melhor método não seria nem tanto um nem tanto o outro, mas encontrar um racional intermediário. Dos vestibulares que eu fiz aqui no Brasil, o que mais me interessou foi o da Fundação João Pinheiro. Acredito que este sim seja um método de avaliação de candidatos que deveria ser copiado ao redor do mundo.

Se alguém tiver alguma dúvida sobre o GRE, ou estes processos seletivos, eu sei que eu tive muita dificuldade em encontrar informações, sintam-se a vontade em perguntar!

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