Errar é humano

Porque só existem livros daquelas pessoas que obtiveram sucesso na vida? Se você passear por qualquer livraria, de qualquer parte do mundo, em qualquer idioma, em qualquer cultura, achará as prateleiras repletas de livros contando as proezas de homens que conquistaram o Everest, montaram uma grande empresa, sobreviveram tragédias, superaram desafios, e que de um jeito ou de outro se destacaram dos demais por alguma grande façanha. Não me julgue mal, eu acho que temos muito a aprender por compartilhar experiências, e a inspiração de se sentir capaz de fazer o mesmo é fundamental. Eu só acredito que falte uma grande linha de literatura acerca de todas as coisas que fizemos e que não deram certo na vida. Esse tipo de literatura também seria vital para melhorarmos enquanto seres humanos, porque a vida é curta  demais para você cometer todos os erros e aprender com eles. Por isso, acredito piamente na capacidade de aprender com o erro alheio.

Um dos maiores ícones de persistência que temos é Thomas Edison, o inventor da lâmpada. Ele é famoso por sua máxima:

thomas_edison

Talvez se Thomas Edison tivesse escrito um livro sobre os seus fracassos em contruir uma lâmpada até então, poderia ter reduzido pela metade o número de tentativas, porque alguém teria tido o insight complementar. Já em seus últimos anos de vida, Edison chegou a uma nova conclusão, que não suprime mas complementa a primeira:

“Eu aprendi muito mais com os meus erros do que com meus acertos.”

Imagina o quanto poderíamos aprender com os erros dos outros e não somente os nossos. Para mim, um dos exemplos mais emblemáticos que tivemos disso na economia brasileira foi o de Eike Batista. Ele chegou surpreendendo a todos, e seu livro “X da questão” ficou por meses em recorde de vendas em todas as livrarias. Todos queriam saber o que Eike Batista tinha a dizer sobre seu crescimento notório e desenvolvimento de suas empresas. Depois do fiasco de suas ações e venda de vários projetos, ninguém mais quer saber o que ele tem a dizer. Será que se tornou alguém menos experiente do que antes, será que não temos mais nada a aprender? Eu diria o contrário, temos mais do que nunca coisas para aprender de alguém que teve e quase perdeu tudo. Sugiro a publicação de um novo livro: o Y da questão….o que fazer quando o X perde a perna? <<Eike Batista, se estiver lendo este post, quero que se sinta a vontade de verdadeiramente usar este título pensado com muito carinho.>>

Vamos tirar este pano negro e fúnebre que envolve nossos erros e reconhecer que eles também são fonte de crescimento, muito mais do que atentados ao nosso ego. Errem, aprendam, construam!