Quem não vive para aprender…não aprende a viver

É comum escutarmos, principalmente de pessoas mais velhas que o trabalho enobrece o homem, e que quem não vive para servir, não serve para viver. Não ouso discutir com a sabedoria que estes janeiros já conquistaram, e de fato o servir enaltece a alma, dá propósito de vida, engrandece,  recompensa.
Foi a partir deste ditado que comecei a refletir sobre as coisas que me davam prazer na vida, o que me engrandece,  o que me dá sentido. Percebi que é o intuito e a sensação de seguir em frente. A evolução da própria vida, de nossas habilidades. Nascemos alienados do mundo, somos alimentados por terceiros, cuidados por terceiros. O tempo passa, aprendemos a nos comunicar,  e mora aí a chave de uma das maiores belezas da vida, a capacidade de se conectar com outro ser humano. Aos poucos vamos aprendendo a tomar conta de nós mesmos, de nos alimentar, nos vestir, dormir e acordar.  Vamos para a escola, e aprendemos que o mundo é muito maior do que podíamos imaginar. Aprendemos que fazemos parte de um povo, que tem sua história, e que não está sozinho nesse planeta Terra.  Talvez não estejamos sozinhos nem mesmo no universo.  Aprendemos que por mais que se aprenda,  há mais a se aprender.  Cada nova aprendizagem contém a chave,  o código para abrir um outro mundo de possibilidades,  novos entendimentos,  novas conexões. Eu sou absolutamente fascinada com o conceito de aprendizagem do ser humano.
O conceito de se enxergar como alguém capaz de aprender eternamente é mágico,  pois transpõe os limites que acreditamos ter, e remove o orgulho daqueles que se consideram detentores da verdade,  quando no fundo somos todos eternos aprendizes.

Quem não vive para aprender,  não aprende a viver.
By: Jéssica Dutra