A variável perfeita

O post em inglês fez tanto sucesso que resolvi traduzir para ficar acessível a todos.
Estou lendo o artigo “Democracy, foreign direct investment and natural resources” de Asiedu,E. & Lien, D. (2011). Clique aqui para ter acesso.
Dentre as várias coisas que chamaram minha atenção até então está o uso de três variáveis para democracia  (i.e. Freedom House, Polity IV e o International Country Risk Guide) para estimar suas equações e compará-las, avaliando assim seus resultados e aumentando a credibilidade dos mesmos.
Economia está longe de ser uma ciência exata. De certa forma,  isso é o que mais me atrai.  Não é sobre cálculos e resultados.  Nós estudamos seres humanos, que são muito mais complexos que qualquer raiz quadrada de número negativo. Colocar o comportamento humano em números é mais uma arte que uma ciência.  Por que continuamos tentando?  Porque números nos ajudam a entender padrões e tendências. Uma vez que somos capazes de identificar como seres humanos tendem a se comportar diante de certa situação,  podemos canalizar incentivos em prol de um objetivo, colocando a sociedade em um caminho mais próspero.  É menos sobre acertar uma previsão e mais sobre mover em direção à compreensão da natureza humana, comportamento e métodos de decisão.
Conseguimos definir democracia? Eu aprendi no sexto período de economia que democracia é a soberania da vontade popular. Fácil e bonito de colocar no papel, mas como podemos medir a grandeza da democracia em um país?  Acima disso, como é possível comparar o nível de soberania da vontade popular em culturas diferentes, valores diferentes e determinar se a soberania da vontade popular é maior ou menor entre as nações?  É uma tarefa praticamente impossível,  e eu fico grata que há pessoas, economistas pensando sobre isso e tentando arrumar variáveis que estão longe da perfeição,  mas que irão de alguma forma nos ajudar a entender o impacto da democracia em nossa economia, nossa sociedade, nossas vidas.