A busca das respostas

Quando comecei a aprender matemática,  percebi que todos os exercícios focavam no encontro da resposta certa. Cada nova matéria trazia consigo uma nova técnica a ser dominada para continuar a interminável saga de encontro das respostas. A verdade é que matemática muda sua cabeça,  sua abordagem para situações cotidianas.  Te mostra formas de abordar incógnitas de maneiras muito mais assertivas e menos subjetivas, métodos quantitativos para indagações triviais.  Matemática é um método e ao mesmo tempo uma linguagem,  linguagem esta que já há muito eu supunha ser fluente.  Eu estava enganada.
O primeiro grande choque que eu havia tido em matemática foi o abandono dos números,  e a troca pelas letras, as intermináveis variáveis que antes pareciam pertencer ao estudo da língua portuguesa,  e invadiam meu caderno de álgebra.  Chegou a vez do alfabeto grego também invadir, os novos operadores. O mundo parecia mudar, mas eram apenas novas técnicas,  disfarçadas em roupagem complicada. 
Entrar no PhD também mudou minha cabeça. Matemática deixou de ser a busca das RESPOSTAS e passou a ser a BUSCA das respostas.  O método passou a ser o foco,  e entender porque as técnicas funcionam mais importante do que sua aplicação.  Quando se faz um doutorado,  você está sendo preparado para ser aquele alguém que lidera a humanidade em novas descobertas,  gerar novo conhecimento.  Por isso,  entender como chegamos onde chegamos e descobrimos o que descobrimos até então é fundamental.  A matemática mais uma vez está transformando minha maneira de pensar e ver a vida, entendendo finalmente que a jornada é tão ou mais importante que o destino.

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