O que a estatística não explica…

Este semestre eu tenho estudado Teoria da Probabilidade, de maneira mais profunda que jamais imaginei. De fato, quando começamos a pensar nas implicações de quantificar o quotidiano, coincidências não são mais coincidências, mas meras intercessões de eventos que tem distribuição probabilística. Essa forma de pensar, este paradoxo mensurável das coisas observáveis, este intuito de antever algo por acontecer, tudo isso para diminuir a incertitude que por mais mensurável que seja, continua incerta.
Há alguns meses eu publiquei um pensamento que me ocorrera: Todo livro é uma combinação diferente de apenas 26 letras. Quando eu comecei a pensar nisso sob um ponto de vista probabilístico, começa a ser ainda mais dicotômico e paradoxal. O fato de existirem apenas 26 letras no alfabeto, e um número grande (mas finito) de palavras em nosso idioma deveria limitar a quantidade possível de combinações e permutações em algum momento, e livros não mais poderiam ser escritos. Mas o ponto principal é que tais combinações não são o fim, e sim o meio pelo qual livros são escritos. Ideias são criadas e existem em um universo ilimitado de possibilidades, há sempre algo mais a ser descoberto, há sempre uma nova ideia a ser comunicada. Este mundo das ideias não pode ser mensurado ou quantificado (e curiosamente, isso se prova em teoria probabilística, há alguns espaços que simplesmente não comportam um sistema de medidas). Há coisas neste mundo que a estatística não explica…é preciso enxergar o fim, ainda que o meio seja mais paupável.

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