PhD – a transição de consumo para produção

Fazer um PhD não é tarefa fácil. Eu nunca me enganei, nunca achei que seria. Afinal de contas, diplomas de doutorado não vem de brinde em uma caixa de sucrilhos. Eu sabia que seria difícil, o que eu não havia realizado até este momento era a razão fundamental pela qual ser Doutor(a) é tão essencialmente diferente de qualquer outro título.

Sua expectativa quando vai para qualquer escola, em qualquer nível que seja é aprender, encontrar com profissionais capacitados em sua área de interesse para ampliar seu banco de dados de informações, lhe munir com um novo conjunto de ferramentas e eventualmente adquirir conhecimento (que é essencialmente diferente de informação).

Mas quando você toma a decisão na sua vida de se tornar PhD, você muda a natureza do seu papel na sua área de interesse, para de ser mero consumidor de conhecimento e se torna produtor.

Isaac Newton disse certa vez:

“Se vi mais longe, foi por estar de pé sobre ombros de gigantes”

Durante boa parte de nossas vidas, nós ficamos de pé nos ombros dos gigantes, e ao invés de olhar mais longe, olhamos para baixo, revisitando os detalhes já vistos por todos aqueles que criaram o gigante…e fazemos disso nossa trajetória de vida.

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Mas como se tornar produtor de conhecimento se durante toda a nossa vida fomos ensinados a consumir? Eu tenho vários outros posts questionando nosso sistema de educação que se comporta como uma grande linha de produção estilo FORD, com “testes de qualidade” ao longo do caminho…então não vou me delongar neste ponto…Mas tem algo errado com esse cenário, e é muito triste ver as consequências disso em primeira mão com inúmeros candidatos a PhD que simplesmente não conseguem se dissociar desta mentalidade e acabam sofrendo depois de ter colocado tanto esforço.

Eu continuo aqui, batalhando para assim como na figura acima, fazer meu possível para extrapolar ainda que milimetricamente a quantidade de conhecimento disponível para todos.